7 de janeiro de 2010

Puerto Quijarro - Bolívia


Na rodoviária um homem de uma agência diz que só tem passagem no Trem da Morte pra domingo, melhor comprar passagem pro ônibus dele. E diz também que para a fronteira só táxi, uns 40 reais. Na outra agência, 3 minutos depois, Trem da Morte só segunda-feira, mas a mulher muito simpática explica tudo, que dá pra ir de ônibus até a fronteira e que o bus até Santa Cruz de La Sierra é sem ar e sem banheiro (normal na Bolívia). *

Conhecemos um brasileiro que eu já conhecia de vista da informática da Fafich. Gastamos 2 reais de bus até a fronteira. Todo mundo perdido para preencher os formulários pra entrar na Bolívia, inclusive a peruana que nao entendia as informaçoes em espanhol, acho que ela respondeu muita coisa errada, mas também nao entendi muita coisa do que ela me disse em espanhol, AI CARAMBA! Medo das histórias de propinas na imigraçao; ainda mais que o passaporte do Yannis tava com carimbo de saída do Brasil de um dia antes. Mas eles nao leem nada direito e BIENVENIDOS A BOLIVIA!

Depois um táxi até a estaçao de trem para descobrir que agora passagem só para terça feira. Muita gente na estaçao para a partida do trem. O trem passa e de repente ninguém mais no lugar. Descobrimos por outros brasileiros que o mineiro que conhecemos e mais outros 2 conseguiram embarcar nesse trem comprando passagem de gente que desistiu de última hora.
Quem sobrou vai de ônibus até Santa Cruz ou espera até amanha seguinte para tentar talvez uma passagem num possível carro a mais no trem que sai meio-dia. Quanta incerteza...

Dois peruanos e uma japonesa se hospedam no mesmo lugar que a gente para tentar a sorte na manha seguinte. O lugar é um hostel de luxo, com piscina e uma vista maravilhosa pra planície pantaneira, mas nem dá pra aproveitar muito porque a noite cai logo (aqui é praticamente Brasil, mas como é Bolívia temos uma hora a menos) e os insetos quase comem a gente vivo.

Até aqui o português e real ainda sao de alguma serventia, mas no albergue conhecemos o Iham, que trabalha lá e descobrimos que espanhol é muito mais que falar português com um sotaque enrolado. =P

*Liçao numero 1: nunca confiar na informaçao de uma única pessoa. Já chegamos a ouvir 3 respostas diferentes para uma única pergunta, a gente tem que ouvir no mínimo umas 4, 5 pessoas dependendo do assunto.

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