Acordei antes do despertador e nao consegui dormir mais. Um dos peruanos levantou e o Yannis logo em seguida acorda também. A gente agiliza para chegar antes dos peruanos na estaçao: dois lugares de vantagem na guerra por uma passagem pra morte. Isso sao quase 6 da matina, a bilheteria so abre 7h30 e a fila ja esta grande. Na nossa frente dois brasileiros, atrás duas alemas e um grupo de cariocas. E a fila só aumenta. Muita gente fura a fila na maior cara de pau, muita gente compra 2, 3, 5 passagens de uma vez e tem também dois policiais como decoraçao. O brasileiro na nossa frente fala do problema dos cambistas como algo superado desde muitos anos, a dificuldade pra conseguir uma passagem já foi muito maior segundo ele. Uns minutos depois, ele "cede" gentilmente seu lugar para nós. É que a passagem dele e do amigo já estavam em maos: o filho da puta pagou pra uma mulher mais à frente comprar pra eles. Sim, o problema dos cambistas já está superado... A mesma mulher comprou os bilhetes das duas alemas. Mais gente fura a fila, mais indignaçao de muita gente. O homem na nossa frente deixa uma mulher passar na frente. Ela compra a última passagem...
Mais uma noite em Quijarro?!
Nao!!!! Os peruanos se mostram muito simpáticos, rachamos um táxi para a estaçao de Puerto Suarez, mas lá também nada, talvez seja ate o mesmo trem, sei lá. Eles estao a trabalho e acabam conseguindo uma passagem de aviao. Para nós mudança de planos: ir até uma cidade no meio do caminho do trem, passar uns dias conhecendo até o dia de embarcar rumo a Santa Cruz.
Quando vamos comprar a passagem na estaçao de trem, quase meio dia, a japonesa que nao apareceu de manha estava lá atras de passagem, perdidinha da silva, se eu tenho problemas pra entender o que os bolivianos dizem, imagina ela...
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